« Um dia, enquanto apanhava feijão manteiga numa horta partilhada, uma criança olhava para mim, depois aproximou-se e disse-me: « não sabia que as batatas fritas cresciam assim! ». Percebi que a escola não ensinava a natureza às crianças, que era preciso ajudá-las a conhecer as plantas, os legumes e as frutas, dar-lhes o gosto pela natureza e a vontade de a preservar. » É isto que conta Nadine Lahoud, a fundadora de Veni Verdi.
O objetivo da associação é sensibilizar todos os públicos para as problemáticas ambientais, alimentares e sociais, graças a ateliers práticos na horta. A criação e manutenção de hortas, essencialmente nos telhados de colégios no leste parisiense, é o seu principal suporte pedagógico.
A convidada: Nadine Lahoud
Nadine criou a associação Veni Verdi para sensibilizar, em Paris e na periferia, os cidadãos e a juventude para as questões ecológicas através de hortas. A paixão de Nadine pelo mundo vivo vem-lhe da infância no Líbano, que teve de deixar durante a guerra. Deixou lá as suas memórias, a sua aldeia de Beiteddine e o vasto pomar da família que pensava vir a retomar. É afinal em Paris que ela prossegue esta história vegetal inacabada, em modo coletivo.
As minhas perguntas
- O que havia no pomar da família, no Líbano?
- Como é que te surgiu a ideia de Veni Verdi?
- Quantos são? (números‑chave, etc.)
- Quais são as vossas principais ações?
- O que é que se colhe hoje no telhado da escola básica Flora Tristan, no 20.º bairro?
- Como são utilizadas as colheitas?
- A co-construção é um dos vossos valores? Como é que isso acontece concretamente?
- Tens em mente palavras/perguntas de crianças que te tenham emocionado?
- O que é que hoje mais te alegra? De que é que tens orgulho?
- Como é que se pode envolver na associação?
- Qual é o teu sonho?
- A tua receita preferida?
Perguntas para alunos do 2.º e 3.º ciclos: Como é jardinar? O que é que gostas mais? O que é que aprendeste? O que gostarias de fazer para ir mais longe?
Recursos para ir mais longe
Todos os episódios
Um podcast apresentado por Louise Browaeys, com técnica de som de Matthieu Brillard

