Stresse: suplementos alimentares mais eficazes
Os Mecanismos Fisiológicos do Stress
A exposição de um indivíduo a um período de stress provoca alterações biológicas a nível de várias hormonas e indicadores associados ao sistema nervoso central e ao eixo hipotálamo-hipófise. • O Sistema Neuroendócrino O sistema nervoso central desempenha o papel de maestro na resposta ao stress. O hipotálamo deteta os sinais de ameaça e liberta uma molécula mensageira chamada CRF (Corticotropin Releasing Factor). O CRF estimula a hipófise, que depois secreta a ACTH (adrenocorticotrofina). Esta hormona desencadeia, ao nível das glândulas supra-renais, a libertação de corticosteroides, como o cortisol e a cortisona. O cortisol, frequentemente apelidado de «hormona do stress», aumenta a disponibilidade de glicose para fornecer energia imediata. No entanto, em caso de stress prolongado, esse excesso de cortisol perturba a memória, favorece a depressão e enfraquece as defesas imunitárias. O stress crónico esgota neurotransmissores como a dopamina, essencial ao prazer e à motivação, e a noradrenalina, que regula a atenção e a vigilância. As suprarrenais também ficam esgotadas e deixam de conseguir assegurar a secreção normal das hormonas indispensáveis. • O Sistema Nervoso Autónomo O sistema nervoso autónomo desencadeia as respostas imediatas ao stress, tais como o aumento da frequência cardíaca ou a dilatação das pupilas. Sob o efeito do stress, o sistema simpático assume o comando libertando catecolaminas, principalmente a adrenalina e a noradrenalina. Estes neurotransmissores preparam o corpo para a fuga ou a luta, aumentando a pressão arterial e redirecionando o fluxo sanguíneo para os músculos. Entretanto, o sistema parassimpático, responsável pelo relaxamento e pela digestão, fica inibido. Este desequilíbrio pode provocar, entre outros, distúrbios digestivos, cardíacos ou até reprodutivos. • O Sistema Imunitário O stress crónico reduz a atividade das células imunitárias (linfócitos T, Natural Killers) e aumenta as citocinas pró-inflamatórias como a IL-6, favorecendo um terreno inflamatório crónico.A Síndrome Geral de Adaptação
Segundo Selye, o organismo atravessa três fases em resposta ao stress: • Fase de Alarme : Mobilização imediata via adrenalina e noradrenalina. • Fase de Resistência : Produção sustentada de cortisol para manter a adaptação. • Fase de Esgotamento : Esgotamento das reservas energéticas, levando a fadiga crónica, enfraquecimento imunitário e riscos de doenças crónicas (hipertensão, diabetes, etc.)Sintomas e Medição do Stress
As manifestações do stress são múltiplas : • Físicas : distúrbios digestivos, dores musculares, dores de cabeça, vertigens, fadiga. • Psicológicas : ansiedade, irritabilidade, depressão, perda de autoestima. • Comportamentais : isolamento, consumo excessivo de estimulantes (tabaco, álcool, açúcar), desorganização. As consequências a longo prazo incluem doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos, infeções recorrentes e doenças neurodegenerativas. Pode medir-se o stress através de testes biológicos (dosagens de cortisol, de ACTH...) ou de questionários normalizados como o teste de Holmes e Rahe, concebido para avaliar o nível de stress a que uma pessoa está sujeita.Gestão Natural do Stress
Para combater eficazmente o stress, é essencial reorganizar o modo de vida de forma a preservar o equilíbrio mental e físico. A regularidade dos ritmos biológicos constitui uma primeira etapa fundamental: deitar-se a horas fixas, idealmente antes das 23h, e fazer as refeições em horários constantes permitem ao organismo sincronizar o seu relógio interno e limitar as perturbações hormonais. Evitar excitantes como café e álcool, sobretudo à noite para favorecer um sono de qualidade, e privilegiar alimentos ricos em nutrientes essenciais, como legumes, frutas e fontes de magnésio. A relaxação, por outro lado, constitui uma arma poderosa contra os efeitos prejudiciais do stress, permitindo ao sistema parassimpático retomar o controlo. A respiração abdominal, por exemplo, atua diretamente sobre o sistema nervoso autónomo para induzir um estado de calma instantânea. A coerência cardíaca sincroniza a respiração e o ritmo cardíaco, reduzindo assim a tensão nervosa. Práticas como a massagem também permitem libertar as tensões acumuladas no corpo, favorecendo um relaxamento profundo.Fitoterapia e micronutrição
Os adaptogénios são plantas reputadas por aumentar a atenção e a resistência em caso de fadiga e por diminuir os transtornos relacionados com os sistemas neuroendócrino e imunitário, induzidos pelo stress. • Rhodiola rosea : melhora a resistência ao stress e reduz a fadiga. • Eleuthérocoque : reforça o sistema imunitário e as capacidades de adaptação. • Schisandra chinensis : apoia as funções cognitivas sob stress. O stress crónico esgota progressivamente as reservas de minerais e vitaminas essenciais, tornando necessária uma suplementação direcionada. O magnésio, indispensável à regulação do sistema nervoso, reduz os excessos de noradrenalina ligados ao stress. As vitaminas B otimizam a produção de energia celular e sustentam as funções cerebrais. Finalmente, o zinco e a vitamina D, frequentemente negligenciados, desempenham um papel essencial na manutenção da imunidade, enfraquecida em caso de stress prolongado. A microbiota intestinal continua a ser essencial para a manutenção de um equilíbrio emocional. Sabe-se hoje que o intestino envia sinais ao cérebro através do nervo vago. Em caso de disbiose, a comunicação fica perturbada e pode conduzir ao agravamento dos sintomas de stress.O legado de Hans Selye e as origens da investigação sobre o stresse: uma retrospectiva 75 anos após a sua marcante breve 'Carta' ao Editor da revista Nature
Fisiologia e Neurobiologia do Stresse e da Adaptação: Papel Central do Cérebro
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Relativamente eficazes
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Provavelmente eficazes
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